S07-10

S07-10

Espaço, comunicação e semiótica

Este artigo visa compreender a dimensão semiótica do espaço pela fronteira e pelo funcionamento do texto cultural. Com isso, objetiva-se indicar de que maneira o espaço da cultura é construído por suas diferentes espacialidades, também entendidas como textos culturais, cuja constituição é resultante de complexos processos comunicacionais. Para proceder tal argumentação, toma-se por base o arcabouço teórico formulado pelos semioticistas da Escola de Tártu-Moscou, que entendem a fronteira como um espaço de trânsito, troca e interseção entre diferentes sistemas de linguagem, ao passo que os textos se constituem como os arranjos sígnicos resultantes das relações tradutórias articuladas pela fronteira, o que os torna semioticamente heterogêneos. Segundo nossa hipótese, as espacialidades são, sobretudo, formas de representações do espaço, pelas quais ele é, de fato, continuamente construído e redefinido, o que implica em dizer que o espaço existe e persiste na cultura por meio das suas espacialidades. O espaço, portanto, não é compreendido como uma entidade abstrata e tampouco como algo meramente físico e territorial, mas um fenômeno que, ao ser traduzido, é capaz de produzir inúmeras espacialidades, que jamais irão esgotá-lo. Além disso, em conformidade com tal perspectiva, pretende-se ainda estabelecer o contraponto entre tal concepção semiótica do espaço aos conceitos de Espaço liso/nômade e estriado/sedentário, tal como eles foram formulados por Gilles Deleuze e Félix Guattari, na tentativa de indicar em que medida eles podem ser entendidos como espacialidades/ textos culturais, edificados pelo contínuo tensionamento edificado pela fronteira edificada entre um e outro.

Palavras-chave: espaço, espacialidades, comunicação, fronteira, texto cultural, semiótica

Firmantes

Nombre Adscripcion Procedencia
Regiane Miranda de Oliveira Nakagawa Universidade Federal de Recôncavo de Bahía Brasil
Fábio Sadao Nakagawa Universidade Federal de Bahía Brasil

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